Índice   [800x750]    Sobre


acomodações, os quatro amigos retiravam-se ou para os seus aposentos ou para alguma taberna afastada, onde não jogavam nem bebiam, apenas falavam em voz baixa, verificando com atenção se ninguém os escutava.   
   Um dia em que o rei fizera uma parada na estrada para “voler la pie” e que os quatro amigos, como de costume, em vez de seguirem a caçada, tinham parado em uma taberna na estrada, um homem, vindo de La Rochelle a toda a brida, parou à porta para tomar um copo de vinho e mergulhou o olhar no interior da sala onde os quatro mosqueteiros estavam sentados a uma mesa.   
   -Olá, Sr. D’Artagnan! -disse ele. - Não é você que vejo ali?   
   D’Artagnan ergueu a cabeça e deu um grito de alegria. Este homem, a quem chamava o seu fantasma, era o seu desconhecido de Meung, da Rua dos Fossoyeurs e de Arras.   
   D’Artagnan puxou da espada e correu à porta. Mas agora, em vez de fugir,   
   o desconhecido apeou do cavalo e avançou ao encontro de D’Artagnan.   
   -Ah, senhor! - disse o rapaz. - Finalmente o encontro, desta vez não me escapará.   
   -Também não tenho essa intenção, senhor, pois desta vez estava à sua procura. Em nome do rei, está preso e tem de me entregar a sua espada, senhor, sem resistência. Aviso que está em jogo a sua vida.   
   - Quem é o senhor? - perguntou D’Artagnan, baixando a espada mas sem a entregar.   
   -Sou o cavaleiro de Rochefort - respondeu o desconhecido -, escudeiro do Sr. Cardeal de Richelieu, e tenho ordens de levá-lo a Sua Eminência.   
   - Nós vamos ter com Sua Eminência, Sr. Cavaleiro - disse Athos, avançando -, e o senhor aceitará a palavra do Sr. D’Artagnan, que vai direito a La Rochelle.   
   -Devo colocá-lo nas mãos dos guardas que o conduzirão ao acampamento.   

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