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   - Esperem-me que já volto - disse ele. E partiu a galope. Passado um quarto de hora voltou, acompanhado por um homem mascarado e embrulhado em uma grande capa vermelha.   
   Lorde de Winter e os três mosqueteiros interrogaram-se com o olhar. Nenhum deles pôde informar os outros, pois todos ignoravam quem era aquele homem. Contudo, pensaram que devia ser assim, pois fora Athos que o ordenara.
   Às nove horas, guiado por Planchet, o pequeno cortejo pôs-se a caminho, tomando a estrada que o carro seguira. Que triste aspecto tinham estes homens correndo em silêncio e mergulhados nos seus pensamentos, soturnos como o desespero, sombrios como o castigo.   

   O JULGAMENTO   

   Era uma noite tempestuosa e sombria, grandes nuvens corriam no céu, velando a claridade das estrelas, a lua só devia despontar à meia-noite.   
   Por vezes, à luz de um relâmpago que brilhava no horizonte, via-se a estrada que se desenrolava branca e solitária, depois, quando o relâmpago desaparecia, tudo voltava às trevas.   
   A cada instante, Athos convidava D’Artagnan, sempre â cabeça do grupo, a voltar para o seu lugar, que passado um instante tornava a abandonar, só tinha um pensamento, avançar, e avançava.   
   Atravessaram em silêncio a aldeia de Festubert, onde ficara o criado ferido, depois ladearam o bosque de Richebourg, ao chegarem a Herlies, Planchet, que continuava a dirigir a coluna, virou à esquerda.   
   Várias vezes, tanto lorde de Winter como Porthos e Aramis tinham tentado dirigir a palavra ao homem da capa vermelha, mas a cada pergunta este inclinara-se sem responder. Então os viajantes compreenderam que havia alguma razão para que o desconhecido conservasse o silêncio e tinham deixado de lhe dirigir a palavra.   

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