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Romeno
Para Diante
o seu quarto, D’Artagnan precisa ficar só para chorar e vocês para dormir. Eu me encarrego de tudo, fiquem sossegados. - Contudo, me parece - disse lorde de Winter - que, se há alguma medida a tomar contra a condessa, é coisa que me diz respeito: ela é minha cunhada.
- E a mim também - disse Athos -, é minha mulher.
D’Artagnan estremeceu, compreendendo que Athos estava seguro da sua vingança, pois revelava aquele segredo, Porthos e Aramis olharam um para o outro, empalidecendo. Lorde de Winter pensou que Athos estava doido.
-Retirem-se - disse Athos - e deixem-me agir. Bem veem que a coisa é comigo, na minha qualidade de marido. Apenas, D’Artagnan, se não o perdeu, entregue-me o papel que caiu do chapéu daquele homem e que tinha escrito o nome da cidade...
- Ah! - disse D’Artagnan. - Compreendo. O nome escrito pelo seu punho... - Está vendo - disse Athos -, há um Deus no Céu!
O HOMEM DA CAPA VERMELHA
O desespero de Athos dera lugar a uma dor concentrada, que tornava ainda mais lúcidas as brilhantes faculdades de espírito deste homem. Todo entregue a um único pensamento, a promessa que fizera e a responsabilidade que assumira, foi o último a retirar-se para o seu quarto, pediu ao estalajadeiro que lhe arranjasse um mapa da província, debruçou-se sobre ele, interrogou as linhas traçadas, verificou que quatro caminhos diferentes iam de Béthune a Armentières, e mandou chamar os criados.
Planchet, Grimaud, Mosqueton e Bazin apresentaram-se e receberam as ordens claras, pontuais e graves de Athos.
Deviam partir ao nascer do Sol, no dia seguinte, e dirigir-se a Armentières, cada um por uma estrada diferente. Planchet, o mais inteligente dos quatro, devia seguir a estrada em que desaparecera o carro sobre o qual os quatro amigos tinham atirado e que, como devem estar