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condessa.    - Bom, meu caro conde! E quando parte?    - Daqui a uma hora. Só o tempo de comer qualquer coisa e de mandar buscar um cavalo de posta.    - Perfeitamente. Adeus, cavaleiro!    - Adeus, condessa!    - Cumprimentos ao cardeal - disse Milady.    - Cumprimentos a Satanás - replicou Rochefort. Milady e Rochefort trocaram um sorriso e separaram-se. Passada uma hora Rochefort partiu a galope, cinco horas depois passava em Arras.   
   Os nossos leitores já sabem como ele fora reconhecido por D’Artagnan e como este fato, inspirando receios aos quatro mosqueteiros, dera uma nova atividade à sua viagem.   

   UMA GOTA DE ÁGUA   

   Assim que Rochefort saiu, a Sra Bonacieux entrou. Encontrou Milady sorridente.   
   - Então - disse a jovem -, o que receava aconteceu, esta noite ou amanhã o cardeal manda buscá-la?   
    - Quem lhe disse isso? - perguntou Milady.    - Ouvi da boca do próprio mensageiro.    - Venha sentar-se aqui junto de mim - disse Milady.    - Aqui estou.    - Espere que me certifique de que ninguém nos escuta.    - Para quê todas essas precauções?    - Você vai ver.   
   Milady levantou-se, foi até à porta, abriu-a, espreitou o corredor e voltou a sentar-se perto da Sra Bonacieux.   
   -Então - disse ela - ele fez bem o seu papel.   
   -Quem?   
    - Aquele que se apresentou à abadessa como o enviado do cardeal.    - Então era um papel?    - Sim, minha filha.    - Esse homem não é...    - Esse homem - disse Milady, baixando a voz - é o meu irmão.    - Seu irmão! - exclamou a Sra Bonacieux.   
    - Muito bem! Só você conhece o meu segredo, se o confiar seja a quem

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