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Romeno
Para Diante
faziam lembrar uma floresta de choupos despidos no Inverno, balançando ao vento. Felton, na sua marcha rápida, passava em revista as acusações verdadeiras ou falsas que dez anos de meditações ascéticas e uma longa estadia no meio dos puritanos lhe haviam fornecido contra o favorito de Jaime VI e de Carlos I.
Quando comparava os crimes públicos deste ministro, crimes estrondosos, crimes europeus, se assim se podia dizer, com os crimes privados e desconhecidos de que Milady o acusara, Felton achava que o mais culpado dos dois homens que existiam em Buckingham era aquele cuja vida o público nãoconhecia. É que o seu amor tão estranho, novo e ardente o fazia ver as acusações infames e imaginárias de lady de Winter como se vêem através de uma lupa, no estado de monstros assustadores, uns átomos na realidade imperceptíveis, perto de uma formiga.
A rapidez da sua corrida ainda mais lhe inflamava o sangue, pensar que deixava para trás, exposta a uma vingança terrível, a mulher que amava, ou melhor que adorava como uma santa, a emoção passada, a presente fadiga, tudo exaltava ainda mais a sua alma acima dos sentimentos humanos.
Entrou em Portsmouth cerca das oito da manhã, toda a população estava de pé, o tambor rufava nas ruas e no porto, as tropas de embarque desciam para
o mar.
Felton chegou ao palácio do Almirantado, coberto de pó e de suor, o seu rosto, habitualmente tão pálido, estava púrpura de calor e de cólera. A sentinela quis repeli-lo, mas Felton chamou o chefe do posto e, tirando do bolso a carta de que era portador:
- Mensagem da parte de lorde de Winter - disse ele.
Ao nome de lorde de Winter, que sabiam ser um dos mais íntimos de Sua Graça, o chefe do posto deu ordem para deixar passar Felton que também