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Romeno
Para Diante
disse-lhe eu -, saia, se não quer me ver rachar a cabeça na parede!” - “Está bem - respondeu -, como quiser. Até amanhã à noite!” - “Até amanhã à noite - respondi, deixando-me cair e mordendo o tapete de raiva...”
Felton apoiava-se num móvel e Milady via com uma alegria demoníaca que talvez lhe faltassem as forças antes do fim da narrativa.
UM MEIO DE TRAGÉDIA CLÁSSICA
Após um momento de silêncio que Milady empregou para observar o rapaz que a escutava, ela continuou a sua narrativa:
- Havia quase três dias que não comia nem bebia, sofria atrozes torturas, por veses passavam por mim nuvens que me oprimiam a fronte, que me velavam os olhos: era o delírio. Veio a noite, estava tão fraca que a cada instante desmaiava e cada vez que desmaiava agradecia a Deus, pois julgava que ia morrer.”
“No meio de um destes desmaios ouvi abrir a porta, o terror fez-me vir a mim. O meu perseguidor entrou, seguido de um homem mascarado, ele próprio estava mascarado, mas eu reconheci o passo, reconheci aquele ar imponente que
o inferno deu à sua pessoa para mal da humanidade.”
-“Ora bem! - disse-me ele. -Está decidida a me fazer o juramento que pedi?”
- “Você mesmo disse: os puritanos só têm uma palavra, já ouviu a minha, persegui-lo na terra até ao tribunal dos homens, no Céu até ao tribunal de Deus!” - “Então não desistiu?” - “Juro diante de Deus que está me ouvindo, tomarei o mundo inteiro como testemunha do seu crime, até encontrar um vingador.” - “Você é uma prostituta - disse ele com voz trovejante - e sofrerá o suplício das prostitutas! Marcada aos olhos do mundo que invoca, tente provar-lhe que não é nem culpada nem louca! -