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s'il trompe notre esperance,Il nous reste toujours le martyre et la mort.(1)   
   Esta estrofe, na qual a terrível feiticeira se esforçou por pôr toda a sua alma, acabou de lançar a desordem no coração do jovem oficial; este abriu bruscamente a porta e Milady viu-o aparecer, pálido como sempre, mas com os olhos ardentes e quase alucinados.   
   - Por que canta assim - disse ele -, e com essa voz?   
    - Perdão, senhor - disse Milady com doçura -, esqueci que os meus cânticos não são próprios para esta casa. Certamente ofendi as suas crenças, mas foi sem querer, eu juro. Perdoe-me, pois, um erro que talvez seja grande, mas que é certamente involuntário.    Milady era tão bela neste momento, o êxtase religioso em que parecia mergulhada dava uma tal expressão à sua fisionomia, que Felton, ofuscado, julgou ver o anjo que há pouco julgava apenas ouvir.    - Sim, sim -respondeu ele -, sim: você perturba, agita as pessoas que habitam este castelo.    E o pobre louco nem sequer percebia a incoerência do seu discurso, enquanto Milady lhe mergulhava os seus olhos de lince nas profundezas do coração.    - Vou me calar - disse Milady, baixando os olhos e com toda a doçura que pôde dar à voz, com toda a resignação que pôde impor à sua atitude.    - Não, não, minha senhora -disse Felton -, cante apenas mais baixo, sobretudo à noite.    E, ao dizer estas palavras, sentindo que não podia conservar por muito tempo a severidade que devia ter com a prisioneira, saiu apressadamente do quarto.    - Fez bem, tenente - disse o soldado --, esses cânticos abalam a alma. No entanto a gente acaba por habituar-se a voz é tão bela!   

   TERCEIRO DIA DE CATIVEIRO   

   Felton tinha vindo, mas ainda faltava dar um passo: era preciso retê-lo, ou melhor, era preciso que ele ficasse por sua vontade, e Milady ainda não via claramente como chegar a esse resultado.   

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