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   -Sim, bela dama! -respondeu lorde de Winter, fazendo uma saudação meio cortês, meio irônica. - Eu mesmo.   
   - Mas então, este castelo?   
   -É meu.   
    - Este quarto?    - É seu.    - Então sou sua prisioneira?    - Praticamente.    - Mas isso é um abuso de força!   
   - Não exagere, vamos nos sentar e conversar tranquilamente, como convém entre um irmão e uma irmã.   
   Depois, virando-se para a porta e vendo que o jovem oficial aguardava as suas últimas ordens:   
   -Está bem -disse ele -, agradeço-lhe, agora, deixe-nos, Sr. Felton.   

   CONVERSA DE UM IRMÃO COM A SUA IRMà  

   Enquanto lorde de Winter fechava a porta, empurrava um postigo e aproximava uma cadeira da poltrona da cunhada, Milady, sonhadora, mergulhou o olhar nas profundezas da possibilidade e descobriu toda a trama que não podia sequer ter previsto enquanto ignorava em que mãos tinha caído. Conhecia o cunhado como um bom gentil-homem, caçador franco, jogador intrépido, empreendedor com as mulheres, mas de uma força inferior à sua para a intriga.   
   Como teria descoberto a sua chegada? Como a tinha mandado apanhar? Por que a retinha?   
   Athos dissera-lhe algumas palavras que provavam que a conversa que ela tivera com o cardeal caíra em ouvidos alheios, mas não podia admitir que tivessem podido abrir uma contramina tão pronta e tão ousada.   
   Receou mais que as suas precedentes operações em Inglaterra houvessem sido descobertas. Buckingham podia ter adivinhado que fora ela que cortara as duas agulhetas, e vingar-se daquela pequena traição, mas Buckingham era incapaz de algum excesso contra uma mulher, sobretudo se supunha que agira

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