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Romeno
Para Diante
O que iam escrever ao irmão de Milady.
O que iam escrever à tal pessoa hábil de Tours.
E quem seriam os lacaios que levariam as cartas.
Cada qual oferecia o seu: Athos falava da discrição de Grimaud, que só falava quando o amo lhe desselava os lábios, Porthos gabava a força de Mousqueton, que era capaz de sovar quatro homens de compleição normal, Aramis, confiante na habilidade de Bazin, fazia um elogio pomposo do seu candidato, enfim, D’Artagnan tinha a maior fé na bravura de Planchet, e lembrava a maneira como este se comportara no espinhoso caso de Boulogne. Estas quatro virtudes disputaram por muito tempo o prêmio, e deram lugar a magníficos discursos, que não reproduziremos, para não nos alongarmos.
- Infelizmente - disse Athos -, seria preciso que o nosso enviado possuísse as quatro qualidades reunidas. - Mas onde encontrar semelhante lacaio? - Impossível! - disse Athos. - Eu bem sei, mande Grimaud. - Mande Mousqueton. - Mande Bazin. - Mande Planchet; Planchet é bravo e habilidoso: já são duas das quatro qualidades. - Meus senhores - disse Aramis -, o principal não é saber quais dos nossos quatro lacaios é o mais discreto, o mais forte, o mais hábil ou o mais bravo; o principal é saber qual deles gosta mais de dinheiro.
-Aramis tem toda razão - observou Athos -, há que especular sobre os defeitos das pessoas e não sobre as suas qualidades: Sr. Abade, é um grande moralista!
- Sem dúvida - replicou Aramis -, pois precisamos ser bem servidos não só para alcançarmos êxito, mas também para não fracassarmos, em caso de fracasso, está em risco a cabeça, não para os lacaios... - Mais baixo, Aramis! - disse Athos. - Tem razão, não para os lacaios - retomou Aramis - mas para o amo, e até para os amos! Os nossos criados são suficientemente dedicados para arriscarem a vida por nós? Não. -