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conseguir dinheiro.   
   No dia seguinte, às oito da manhã, o criado do Sr. Des Essarts, entrou no quarto de D’Artagnan e entregou-lhe um saco de ouro contendo sete mil libras. Era o preço do diamante da rainha.   

   QUESTÃO FAMILIAR   

   Athos encontrara a expressão: questão familiar. Uma questão familiar não era submetida à investigação do cardeal, uma questão familiar não concernia ninguém, uma pessoa podia ocupar-se duma questão familiar diante de todos.   
   Assim, Athos encontrara a expressão: uma questão familiar. Aramis encontrara a idéia: o lacaio. Porthos encontrara a maneira: o diamante.   
   Só D’Artagnan não encontrara nada, ele que era geralmente o mais inventivo dos quatro, mas há que dizer também que o simples nome de Milady o paralisava.   
   Ah! Sim, estamos enganados: encontrara um comprador para o diamante.   
   O almoço com o Sr. de Tréville foi de uma alegria encantadora. D’Artagnan já tinha o seu uniforme, como era praticamente da mesma altura que Aramis e como Aramis, generosamente bem pago, como se deve lembrar, pelo livreiro que lhe comprara o seu poema, fizera tudo dobrado, cedera ao seu amigo um equipamento completo.   
   D’Artagnan estaria no auge da felicidade se não tivesse visto despontar Milady como uma nuvem carregada no horizonte. Depois do almoço combinaram reunir-se à noite nos aposentos de Athos, e ali acabarem de resolver a questão.   
   D’Artagnan passou o dia exibindo seu traje de mosqueteiro em todas as ruas do acampamento.
   À noite, à hora combinada, os quatro amigos reuniram-se, só faltava decidir três coisas:   

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