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Romeno
Para Diante
lenço, quer lhe pertença, quer não, talvez tenha oportunidade de se servir dele. -O senhor é gascão? - perguntou Aramis. - Sou. O senhor não estará adiando o encontro por prudência? - A prudência, senhor, é virtude inútil aos mosqueteiros, bem sei, mas indispensável aos membros da Igreja, e como sou mosqueteiro apenasprovisoriamente, procuro manter-me prudente. Às duas horas terei a honra de lhe esperar no palácio do Sr. de Tréville. Lá indicarei os bons lugares.
Os dois jovens saudaram-se e depois Aramis afastou-se pela rua que levava ao Luxemburgo, enquanto D’Artagnan, vendo que a hora ia adiantada, tomava o caminho dos Carmelitas Descalços dizendo para consigo: “Decididamente, não posso voltar atrás, mas ao menos, se for morto, serei morto por um mosqueteiro.”
OS MOSQUETEIROS DO REI E OS GUARDAS DO SR. CARDEAL
D’Artagnan não conhecia ninguém em Paris. Foi portanto ao encontro com Athos sem levar testemunhas, resolvido a contentar-se com as que o seu adversário tivesse escolhido. Aliás, era sua intenção formal apresentar ao bravo mosqueteiro todas as desculpas convenientes, mas sem fraqueza, pois temia que resultasse do duelo o que sempre resulta de aborrecido em um caso do gênero, quando um homem jovem e vigoroso se bate com um adversário ferido e enfraquecido: vencido, duplica o triunfo do seu antagonista, vencedor, é acusado de deslealdade e de audácia fácil.
Aliás, ou expusemos mal o carácter do nosso amigo de aventuras ou o nosso leitor já notou que D’Artagnan não era de modo algum um homem vulgar. Por isso, embora repetindo para consigo que a sua morte era inevitável, não se resignava a morrer serenamente, como outro menos corajoso e moderado do que ele faria no seu lugar. Refletiu nos diferentes caracteres daqueles com quem ia se bater e começou a ver mais claro na sua situação. Esperava, graças às desculpas leais que lhe reservava, fazer um