Índice   [800x750]    Sobre


discretamente, cumprir com a sua habilidade usual a difícil missão que se encarregara, depois, cumpridas todas as coisas de modo a satisfazer o cardeal, vir reclamar a sua vingança.   
   Por conseguinte, depois de ter viajado toda a noite, às sete horas da manhã estava no forte de La Pointe, às oito tinha embarcado e às nove, o navio que, com as insígnias do cardeal, era suposto partir para Bayonne, levantava âncora e rumava para a Inglaterra.   

   O BASTIÃO SAINT-GERVAIS   

   Ao chegar junto dos seus três amigos, D’Artagnan encontrou-os reunidos no mesmo quarto: Athos refletia, Porthos frisava o bigode. Aramis rezava as suas orações por um encantador livrinho de Horas encadernado em veludo azul.   
   - Meus senhores! - disse ele. - Espero que o que tem para me dizer valha a pena, senão previno que não os perdoarei por me terem feito vir aqui, em vez de me deixar descansar após uma noite passada tomando e a desmantelando um bastião. Ah! Que pena que não estiveram lá, meus senhores! Aquilo esteve quente!   
   -Estávamos em outro lugar, onde também não estava frio! - respondeu Porthos, retorcendo o bigode de uma forma que lhe era peculiar.   
   - Chiu! - disse Athos.   
   -Oh! Oh! - exclamou D’Artagnan, compreendendo o ligeiro franzir de sobrolho do mosqueteiro. -Parece que aqui há novidade.   
   - Aramis - disse Athos -, anteontem você foi almoçar na estalagem do Parpaillot, creio eu.   
   -Sim.   
    - E que tal?    - Comi bastante mal, anteontem era dia de jejum, e eles só tinham carne.   
   -O quê? - disse Athos. - Num porto de mar não têm peixe?   

Capítulo disponível em: Inglês Francês Espanhol Italiano Romeno Para Diante