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lançou as rédeas do cavalo para as mãos do seu escudeiro, os três mosqueteiros prenderam as rédeas dos respectivos cavalos nos postigos.   
   O dono da estalagem estava à porta, para ele, o cardeal não passava de um oficial que vinha visitar uma dama.   
   - Tem alguma sala no piso térreo onde estes senhores possam me esperar ao perto de uma bela lareira? - disse o cardeal.   
   O estalajadeiro abriu a porta de uma grande sala, em que justamente um fogão ruim acabava de ser substituído por uma grande e excelente lareira.   
   - Tenho esta sala - respondeu ele.   
   - Está bem - disse o cardeal. - Entrem, senhores, e tenham a bondade de esperar por mim; não demorarei mais de meia hora.   
   E, enquanto os três mosqueteiros entraram na sala do piso térreo, o cardeal, sem pedir mais amplas informações, subiu a escada como quem não precisa que lhe indiquem o caminho.   

   DA UTILIDADE DAS CHAMINÉS   

   Era evidente que, sem saberem e movidos unicamente pelo seu caráter cavalheiresco e aventureiro, os nossos três amigos acabavam de prestar um serviço a alguém que o cardeal honrava com a sua proteção particular.   
   Afinal quem era esse alguém? Foi a pergunta que os três mosqueteiros começaram a fazer, depois, vendo que nenhuma das respostas que a sua inteligência podia fornecer era satisfatória, Porthos chamou o dono da estalagem e pediu-lhe uns dados.   
   Porthos e Aramis sentaram-se a uma mesa e puseram-se a jogar. Athos passeou, refletindo. Refletindo e pensando, Athos passava e tornava a passar diante da chaminé do fogão, meio partida, cuja extremidade oposta dava para o quarto de cima, e, cada vez que passava e tornava a passar, ouvia um murmúrio de palavras que acabou por prender a sua atenção. Athos aproximou-se e distinguiu algumas palavras que lhe pareceram merecer um

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