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D’Artagnan que disse que a rainha escolheu esse convento para ela? - perguntou Athos.    - Sim, pelo menos é o que acho.    - Nesse caso, Porthos nos ajudará.    - Como? Quer fazer o favor de me dizer?    - Por intermédio da sua marquesa, da sua duquesa, da sua princesa, que deve ter o braço comprido.   
   -Quieto! - pediu Porthos, pondo um dedo nos lábios. - Creio que é cardinalista e portanto não deve saber de nada.   
   -Já que é assim, eu me encarrego de saber notícias - prometeu Aramis.   
   -Você?! - exclamaram os três amigos. - E como?   
   - Por intermédio do capelão da rainha, com quem estou muito relacionado...   
   - respondeu Aramis, corando.   
   E depois desta promessa, os quatro amigos, que tinham acabado a sua modesta refeição, separaram-se depois de combinarem voltar a se encontrar nessa mesma noite. D’Artagnan regressou aos Mínimos e os três mosqueteiros voltaram para o quartel do rei, onde tinham de tratar do seu alojamento.   

   A ESTALAGEM DO POMBAL VERMELHO   

   Assim que chegou ao acampamento, o rei, que estava tão ansioso por se encontrar diante do inimigo, e que, com melhor direito do que o cardeal, compartilhava o seu rancor contra Buckingham, quis tomar todas as disposições, primeiro para expulsar os Ingleses da ilha de Ré e depois para abreviar o cerco de La Rochelle. Mas mal-grado seu foi retardado pelas dissensões que surgiram entre os Srs. de Bassompierre e Schomberg contra o duque de Angoulême.   
   Os Srs. de Bassompierre e de Schomberg eram marechais da França e reclamavam o seu direito de comandar o Exército sob as ordens do rei, mas o cardeal, que receava que Bassompierre, huguenote no fundo do coração, atacasse fracamente os Ingleses e os Rocheleses, seus irmãos em religião,

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