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   -Tem a minha palavra - redarguiu D’Artagnan. - Dou-lhe a vida pela segunda vez.   
   O ferido deixou-se cair de joelhos e beijou de novo os pés do seu salvador, mas D’Artagnan, que já não tinha nenhum motivo para permanecer tão perto do inimigo, abreviou as demonstrações de reconhecimento.   
   O guarda que fugira à primeira descarga dos rocheleses, anunciara a morte dos seus quatro companheiros. Todos ficaram portanto muito admirados e satisfeitos no regimento quando viram aparecer o jovem são e salvo.   
   D’Artagnan atribuiu a espadeirada do companheiro a uma surtida que improvisara. Contou a morte do outro soldado e os perigos que tinham corrido.   
   Conquistou assim um verdadeiro triunfo. Todo o Exército falou da expedição durante um dia e Monsieur dirigiu-lhe as suas felicitações. Além disso, como toda a boa ação traz consigo a sua recompensa, a boa ação de D’Artagnan teve como resultado restituir-lhe a tranquilidade que perdera. Com efeito, D’Artagnan julgava poder estar tranquilo desde que dos seus inimigos um estava morto e o outro dedicava-se aos seus interesses.   
   Essa tranquilidade provava uma coisa, D’Artagnan ainda não conhecia Milady.   

   O VINHO DE ANJOU   

   Depois das notícias quase desesperadas do rei, começava a espalhar-se pelo acampamento a nova da sua convalescença; e como estava ansioso por chegar em pessoa ao cerco, dizia-se que assim que pudesse montar a cavalo se poria a caminho.   
   Entretanto, Monsieur, que sabia ser substituído de um dia para o outro no seu comando, quer pelo duque de Angoulême, quer por Bassompierre ou por Schomberg, que disputavam um ao outro o comando, pouco fazia, perdia os dias em tateamentos e não se atrevia a arriscar qualquer grande empresa

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