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ternura como homem habituado a semelhantes demonstrações. Só ao dobrar da esquina da rua tirou o chapéu e o agitou em sinal de despedida.   
   Pela sua parte, Aramis escrevia uma longa carta. A quem? Ninguém sabia. No quarto contíguo, Ketty, que devia partir naquela mesma tarde para Tours, esperava essa carta misteriosa.   
   Athos bebia aos golinhos a última garrafa do seu vinho de Espanha. Entretanto, D’Artagnan desfilava com a sua companhia.   
   Ao chegar ao Arrabalde de Santo António virou-se para olhar alegremente a Bastilha, mas como só olhava para a Bastilha, não viu Milady que, montada em um cavalo, o indicava com o dedo a dois homens de má catadura, que se aproximaram imediatamente das fileiras para o reconhecer. A uma interrogativa deles com a vista, Milady respondeu com um sinal de que era ele. Depois, certa de que não poderia haver equívoco na execução das suas ordens, esporeou o cavalo e desapareceu.   
   Os dois homens seguiram então a companhia e, à saída do Arrabalde de Santo António, montaram em cavalos já preparados que os esperavam, seguros à mão e por um criado sem libré.   

   O CERCO DE LA ROCHELLE   

   O cerco de La Rochelle foi um dos grandes acontecimentos políticos do reinado de Luís XIII e uma das maiores empresas militares do cardeal. É portanto interessante e até necessário que digamos algumas palavras a seu respeito, aliás, vários pormenores do cerco relacionaram-se de forma muito importante com a história que nos propusemos contar para que os passemos em silêncio.   
   Os objetivos políticos do cardeal, quando empreendeu o cerco, eram consideráveis. Vamos expo-los primeiro e passemos depois aos fins particulares, que talvez não tenham sobre Sua Eminência menos influência do que os primeiros.   

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