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   E cumprimentou para se retirar, como se no futuro o resto fosse consigo.   
   - Espere - atalhou o Sr. de Tréville, detendo-o. - Prometi-lhe uma carta para   
   o diretor da Academia. Você é muito orgulhoso para aceitá-la, meu jovem gentil-homem?   
   - Não, senhor - respondeu D’Artagnan. - E garanto-lhe que com essa não acontecerá o mesmo que aconteceu com a outra. Eu a guardarei tão bem que chegará, juro, ao seu destino, e ai daquele que tentasse roubá-la!   
   O Sr. de Tréville sorriu da fanfarronice e, deixando o seu jovem compatriota no vão da janela, onde se encontravam e tinham conversado, foi sentar-se a uma mesa e começou a escrever a carta de recomendação prometida. Entretanto, D’Artagnan, que não tinha nada melhor que fazer, pôs-se a tamborilar uma marcha nas vidraças, olhando os mosqueteiros, que se retiravam um após outro, e seguindo-os com a vista até desaparecerem à esquina da rua.   
   Depois de escrever a carta, o Sr. de Tréville lacrou-a, levantou-se e aproximou-se do jovem para lhe entregar a carta, mas no preciso momento em que D’Artagnan estendia a mão para a receber, o Sr. de Tréville ficou muito surpreendido ao ver o seu protegido sobressaltar-se, corar de cólera e correr para fora do gabinete gritando:   
   -Ah, maldito, desta vez não me escapará!   
    - Quem? - perguntou o Sr. de Tréville.    - O meu ladrão! - respondeu D’Artagnan. - Ah, traidor!E desapareceu. - Diabo de louco! - murmurou o Sr. de Tréville. - A não ser - acrescentou -   
   que seja uma maneira hábil de se esgueirar ao ver que falhou o golpe...   

   O OMBRO DE ATHOS, O BOLDRIÉ DE PORTHOS E O LENÇO DE ARAMIS   

   D’Artagnan, furioso, atravessara a antecâmara em três saltos e corria

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