Capítulo disponível em: Inglês
Francês
Espanhol
Italiano
Romeno
Para Diante
-Portanto, está tudo combinado?
-Exceto o que lhe pedi, querido amor!
- Mas se digo que pode confiar na minha ternura... - Não tenho amanhã para esperar.
-Silêncio! Ouço o meu irmão, é inútil que o encontre aqui. Tocou, Ketty apareceu.
- Saia por essa porta - disse, empurrando uma portinha disfarçada - e volte às onze horas para acabarmos a nossa conversa. Ketty o introduzirá no meu quarto.
A pobre criança pensou cair redonda no chão ao ouvir estas palavras.
-Que faz aí, menina, imóvel como uma estátua? Vamos, acompanhe o cavaleiro -ordenou-lhe Milady. - E você, às onze horas, como ouviu! “Parece que os seus encontros amorosos são todos às onze horas”,
pensou D’Artagnan. “Deve ser um hábito adquirido...”
Milady estendeu-lhe a mão, que ele beijou ternamente.
“Cuidado”, disse para consigo enquanto se retirava sem quase responder
às censuras de Ketty, “cuidado, não sejamos burros! Decididamente, esta mulher é uma grande celerada e todo o cuidado é pouco.”
O SEGREDO DE MILADY
D’Artagnan saíra do palácio em vez de subir imediatamente ao quarto de Ketty, apesar dos pedidos insistentes da jovem, e isso por duas razões: a primeira, porque assim evitava as censuras, as recriminações e as súplicas; a segunda, porque queria analisar um pouco as suas idéias e, se possível, as daquela mulher.
Tudo o que havia de mais claro no caso era que D’Artagnan amava Milady como um louco e que ela não o amava absolutamente nada. Por instantes, D’Artagnan concluiu que o melhor que tinha a fazer era voltar para casa e escrever a Milady uma longa carta confessando-lhe que ele e Wardes eram