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    - Fique tranquilo - respondeu a procuradora.    - Resta a mala - lembrou Porthos.   
    - Oh, não se preocupeis com isso! - exclamou a Sra Coquenard. - O meu marido tem cinco ou seis malas, escolhereis a melhor. Há sobretudo uma que ele preferia nas suas viagens, em que cabe tudo e mais alguma coisa.    - E está vazia, a sua mala? - perguntou ingenuamente Porthos.    -Claro que está vazia - respondeu também ingenuamente a procuradora.    - Ah!... Mas a mala de que preciso é uma mala bem fornecida, minha cara. A Sra Coquenard voltou a suspirar. Molière ainda não escrevera O Avarento, a Sra Coquenard tem portanto precedência sobre Harpagão.   
   Enfim, o resto do equipamento foi sucessivamente debatido da mesma maneira e o resultado da negociação foi que a procuradora pediria ao marido um empréstimo de oitocentas libras em prata e forneceria o cavalo e o macho que teriam a honra de levar à glória Porthos e Mousqueton.   
   Combinadas as condições e estipulados os juros, assim como o prazo de pagamento, Porthos despediu-se da Sra Coquenard. Esta bem o quis reter deitando-lhe olhares ternos, mas Porthos pretextou as exigências do serviço e a procuradora não teve remédio senão ceder o passo ao rei. O mosqueteiro regressou a casa cheio de fome e de muito mau humor.   

   CRIADA E AMA   

   Entretanto, como dissemos, apesar dos protestos da sua consciência e dos sábios conselhos de Athos, D’Artagnan estava de hora para hora mais apaixonado por Milady. Por isso ia todos os dias fazer-lhe uma corte à qual o aventuroso gascão estava convencido de que ela não deixaria de corresponder mais cedo ou mais tarde.   
   Uma noite, quando chegava de cabeça erguida, ligeiro como um homem que espera uma chuva de ouro, encontrou a criada no portão, mas desta vez a bonita Ketty não se limitou a sorrir-lhe de passagem, pegou-lhe meigamente

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