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Romeno
Para Diante
vezes também, quer na antecâmara, quer no corredor, quer na escada, encontrou a bonita criada. Mas como já dissemos D’Artagnan não prestava nenhuma atenção à persistência da pobre Ketty.
UM JANTAR DE PROCURADOR
Entretanto, o duelo em que Porthos tivera papel tão brilhante não lhe fizera esquecer o jantar para que o convidara a mulher do procurador. No dia seguinte, por volta da uma hora e depois de uma última escovadela de Mousqueton, dirigiu-se para a Rua dos Ursos com o passo de um homem duplamente afortunado.
O seu coração palpitava, mas não era, como o de D’Artagnan, de juvenil e impaciente amor. Não, um interesse mais material fustigava-lhe o sangue, ia finalmente transpor o limiar misterioso, subir a escada desconhecida que tinha trepado um a um os velhos escudos de mestre Coquenard.
Ia ver certo cofre cuja imagem vira vinte vezes nos seus sonhos, cofre de forma comprida e profunda, fechado a cadeado, aferrolhado, pregado ao chão, cofre que ouvira tantas vezes falar e que as mãos um pouco magras, é certo, mas não sem elegância da procuradora iam abrir aos seus olhos admiradores.
E depois ele, o homem errante sobre a terra, o homem sem fortuna, o homem sem família, o soldado habituado às estalagens, aos botequins, às tabernas, às pousadas, o gastrônomo obrigado na maior parte das vezes a contentar-se com a comida das casas de pasto de acaso, ia provar comida caseira, desfrutar um interior confortável e beneficiar desses pequenos cuidados que, quanto mais duros somos, mais nos agradam, como dizem os velhos soldados.
Vir como primo sentar-se todos os dias a uma boa mesa, desenrugar a fronte pálida e franzida do velho procurador, depender um pouco os jovens amanuenses ensinando-lhes a bassette, o passadez e o lansquené nas suas