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setenta e seis anos.   
   - Setenta e seis anos! Apre, que bonita idade! - exclamou Porthos   
   - Que idade avançada, deve dizer, Sr. Porthos. O pobre homem pode me deixar viúva de um momento para o outro - continuou a procuradora, deitando um olhar significativo a Porthos. - Felizmente, pelo contrato de casamento deixamos tudo um ao outro.   
   - Tudo? - perguntou Porthos.   
   -Tudo.   
   - Você é uma mulher cautelosa, bem vejo, minha querida Sra Coquenard - insinuou Porthos, apertando ternamente a mão da procuradora.   
   - Estamos portanto reconciliados, caro Sr. Porthos? -perguntou ela, requebrando-se.   
    - Por toda a vida! - respondeu Porthos no mesmo tom.    - Adeus, meu traidor...    - Adeus, minha esquecida.    - Até amanhã, meu anjo!    - Até amanhã, chama da minha vida.   

   MILADY   

   D’Artagnan seguira Milady sem ser notado por ela. Viu-a subir para a sua carruagem e ouviu-a dar ao cocheiro ordem de seguir para Saint-Germain. Era inútil tentar seguir a pé uma viatura levada a trote por dois cavalos vigorosos. D’Artagnan regressou pois à Rua Férou.   
   Na Rua de Seine encontrou Planchet parado diante da loja de um pasteleiro e como que extasiado diante de um brioche realmente apetitoso. Mandou-o ir selar dois cavalos às cavalariças do Sr. de Tréville, um para ele, D’Artagnan, outro para ele, Planchet, e de ir encontrá-lo na casa de Athos (o Sr. de Tréville pusera definitivamente as suas cavalariças às ordens de D’Artagnan).   
   Planchet encaminhou-se para a Rua do Colombier e D’Artagnan para a Rua Férou. Athos estava em casa e despejava tristemente uma das garrafas do

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