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exclamou Porthos, de súbito.    - Já é alguma coisa, pois nem sequer tenho a sombra de uma - declarou friamente Athos. - Mas quanto a D’Artagnan, meus senhores, a felicidade de ser no futuro dos nossos o põe louco. Mil libras! Só para mim preciso de duas mil!    - Quatro vezes dois são oito - disse então Aramis. - Precisamos portanto de oito mil libras para os nossos equipamentos, embora, digamos a verdade, desses equipamentos já tenhamos as selas.    - Mais - disse Athos, esperando que D’Artagnan que ia agradecer ao Sr. de Tréville, fechasse a porta -, mais o belo diamante que brilha no dedo do nosso amigo... Que diabo, é muito bom camarada para deixar irmãos em apuros quando traz no dedo médio o resgate de um rei!   

   A CAÇA AO EQUIPAMENTO   

   O mais preocupado dos quatro amigos era sem dúvida nenhuma D’Artagnan, embora D’Artagnan na sua qualidade de guarda, fosse muito mais fácil de equipar do que os Srs. Mosqueteiros, que eram fidalgos. Mas o nosso cadete da Gasconha era, como já tivemos ensejo de verificar, uma pessoa previdente e quase avara e por isso (explico os contrários) quase mais presunçosaainda do que Porthos. À preocupação com a sua vaidade, D’Artagnan juntava naquele momento uma inquietação menos egoísta. As poucas informações que conseguira obter acerca da Sra Bonacieux não lhe tinham proporcionado nenhuma novidade. O Sr. de Tréville falara à rainha, a rainha ignorava onde estava a jovem retroseira e prometera mandar procurá-la. Mas tal promessa era muito vaga e não tranquilizava nada D’Artagnan.   
   Athos não saía do seu quarto, estava resolvido a não arriscar um passo para se equipar.   
   - Ainda temos quinze dias - dizia aos amigos. - Se passados esses quinze dias não tiver arranjado nada, ou antes, se nada me tiverem arranjado,

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