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sua bagagem. Ao aproximar-se de casa, reconheceu o Sr. Bonacieux, de roupão, no limiar da sua porta. Tudo o que lhe dissera na véspera o prudente Planchet a respeito do carácter sinistro do senhorio acudiu então ao espírito de D’Artagnan, que o olhou mais atentamente do que até ali. Com efeito, além da sua palidez macilenta e doentia que indicava a infiltração da bílis no sangue e que de resto poderia ser apenas acidental, D’Artagnan notou qualquer coisa velhacamente pérfida no aspecto das rugas do seu rosto. Um tratante não ri da mesma maneira que um homem honesto, um hipócrita não chora as mesmas lágrimas que um homem de boa fé. Toda a falsidade é uma máscara, e por muito bem feita que seja essa máscara consegue-se sempre, com um pouco de atenção, distingui-la do rosto.   
   Pareceu portanto a D’Artagnan que o Sr. Bonacieux trazia uma máscara e até que essa máscara era das mais desagradáveis à vista. Consequentemente, dominado pela repugnância que experimentava pelo homem, ia a passar por ele sem lhe falar quando, como na véspera, o Sr. Bonacieux o interpelou.   
    - Então, então, parece que tivemos grandes noitadas, hem?... Sete horas da manhã! Parece-me que se desvia um tanto dos hábitos comuns e que entra em casa na hora em que os outros saem.    - Ninguém lhe farão a mesma censura, mestre Bonacieux, o senhor é omodelo das pessoas ordenadas. É certo que quando se possui uma jovem e bonita mulher não há necessidade de correr atrás da felicidade, é a felicidade que   
   vem ao nosso encontro. Não é verdade, Sr. Bonacieux?   
   Bonacieux tornou-se pálido como a morte e esboçou um sorriso amarelo. Mas foi dizendo:   
   - Oh, oh, você é um camarada brincalhão! Mas por onde diabo andou esta noite, meu jovem amo? Parece que se metestes por atalhos...   
   D’Artagnan olhou para as botas, todas cobertas de lama, mas ao mesmo

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