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de uma taberna miserável, diante da qual D’Artagnan passara sem sequer suspeitar da sua existência.   

   PORTHOS   

   Em vez de se dirigir diretamente para casa, D’Artagnan desmontou à porta do Sr. de Tréville e subiu rapidamente a escada. Desta vez estava disposto a contar-lhe tudo o que acontecera. Ele lhe daria sem dúvida bons conselhos a respeito de todo aquele caso e depois, como o Sr. de Tréville via quase diariamente a rainha, talvez pudesse obter de Sua Majestade alguma informação acerca da pobre mulher a quem decerto faziam pagar a sua dedicação à ama.   
   O Sr. de Tréville escutou o relato do jovem com uma gravidade que provava ver outra coisa em toda aquela aventura que não uma intriga amorosa. Por isso, quando D’Artagnan acabou resmungou:   
    - Hum, tudo isso me cheira à Sua Eminência!...    - Mas que fazer? - perguntou D’Artagnan.   
   - Nada, absolutamente nada, neste momento, a não ser deixar Paris, como já lhe disse, o mais depressa possível. Falarei com a rainha e lhe contarei os pormenores do desaparecimento dessa pobre mulher, que ela ignora sem dúvida, esses pormenores a orientarão pelo seu lado e no seu regresso talvez eu tenha alguma boa notícia para dar. Confie em mim.   
   D’Artagnan sabia que, apesar de gascão, o Sr. de Tréville não tinha o hábito de prometer, e que quando prometia fazia mais do que prometera. Despediu-se portanto cheio de reconhecimento pelo passado e pelo futuro, e o digno capitão, que pela sua parte experimentava vivo interesse por aquele jovem tão bravo e resoluto, apertou-lhe afetuosamente a mão e desejou-lhe boa viagem.   
   Decidido a pôr imediatamente em prática os conselhos do Sr. de Tréville, D’Artagnan encaminhou-se para a Rua dos Fossoyeurs, para mandar preparar a

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