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Romeno
Para Diante
- Boa viagem, gentil-homem! Precisa de alguma coisa? D’Artagnan acenou com a cabeça que não e partiu a toda a velocidade.
Em Ecouis repetiu-se a mesma cena, encontrou um estalajadeiro igualmente prevenido, um cavalo fresco e descansado, deixou o seu endereço, como fizera anteriormente, e partiu para Pontoise. Em Pontoise mudou pela última vez de montaria e às nove horas entrava a todo o galope no pátio do palácio do Sr. de Tréville. Percorrera cerca de sessenta léguas em doze horas.
O Sr. de Tréville recebeu-o como se o tivesse visto naquela mesma manhã, apenas ao apertar-lhe a mão um pouco mais vivamente do que de costume anunciou-lhe que a companhia do Sr. dos Essarts estava de guarda no Louvre e podia ir ocupar o seu posto.
O BAILADO DA MERLAISON
No dia seguinte não se falava de outra coisa em toda Paris a não ser no baile que os Srs. Almotacés da cidade davam em honra do rei e da rainha e no qual Suas Majestades deveriam dançar o famoso bailado da Merlaison, que era o bailado favorito do rei.
Com efeito, havia oito dias que se preparava tudo na Câmara Municipal para a solene soirée. O carpinteiro da cidade erguera estrados para as damas convidadas e o merceeiro guarnecera as salas com duzentas tochas de cera branca, o que era um luxo inaudito para a época, finalmente, tinham sido contratados vinte violinistas pelo dobro do preço habitual, atendendo, diz o documento a que nos reportamos, a que deviam tocar toda a noite.
Às dez horas da manhã, o Sr. de La Coste, porta-bandeira das Guardas do rei, acompanhado de dois agentes da Polícia e de vários arqueiros, foi pedir ao escrivão da cidade, chamado Clément, todas as chaves das portas, das salas e das repartições da Câmara. As chaves foram-lhe imediatamente