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de Porthos parece-me impraticável - disse D’Artagnan -, pois eu próprio ignoro que instruções que posso dar. Sou portador de uma carta e mais nada. Não tenho nem posso tirar três cópias da carta, visto estar lacrada, portanto, na minha opinião, temos de viajar juntos. A carta está aqui, nesta algibeira - e mostrou a algibeira onde estava a carta. -Se for morto, um de vocês a guardará e continuarão a viagem, se esse for morto, será a vez de outro, e assim sucessivamente. Contanto que um chegue, é tudo quanto é preciso.    - Bravo, D’Artagnan! A sua opinião é a minha - disse Athos. - De resto, é preciso ser conseqüente, eu vou para águas e vocês me acompanham em vez das águas de Forges, vou tomar as águas do mar, sou livre, posso escolher. Se quiserem nos deter, mostrarei a carta do Sr. de Tréville e vocês mostrarão as suas licenças, se nos atacarem, nos defenderemos, se nos interrogarem, sustentaremos obstinadamente que a nossa única intenção era mergulhar certo número de vezes no mar, dominariam facilmente quatro homens isolados, mas quatro homens reunidos fazem um exército. Armaremos os quatro lacaios com pistolas e mosquetões, se mandarem um exército contra nós travaremos batalha e   
   o sobrevivente, como disse D’Artagnan, levará a carta.   
    - Bom - disse Aramis -, você não fala muitas vezes, Athos, mas quando fala é como se falasse São João Boca de Ouro. Aprovo o plano de Athos. E você, Porthos?    - Também, se agrada a D’Artagnan - respondeu Porthos. - D’Artagnan, portador da carta, é naturalmente o chefe da empresa, ele que decida e nós executaremos.    - Visto isso - disse D’Artagnan -, decido que adotemos o plano de Athos e que partamos dentro de meia hora.   
   - Aprovado! - gritaram em coro os três mosqueteiros.   
   E cada um estendeu a mão para a bolsa, da qual tirou setenta e cinco pistolas, e foi fazer os seus preparativos para partir à hora combinada.   

   A VIAGEM   


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