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faces. Pouco depois, D’Artagnan saiu, também envolto numa grande capa que levantava cavalheirescamente a bainha de uma longa espada.   
   A Sra Bonacieux seguiu-o com a vista, com esse longo olhar de amor com que a mulher acompanha o homem que sente amar, mas quando ele desapareceu à esquina da rua, caiu de joelhos, juntou as mãos e suplicou:   
   - Meu Deus, proteja a rainha e proteja-me!   

   PLANO DE CAMPANHA   

   D’Artagnan foi direto ao palácio do Sr. de Tréville. Refletira que dentro de poucos minutos o cardeal seria avisado pelo maldito desconhecido que parecia ser seu agente, e pensava com razão que não havia um instante a perder.   
   O coração do jovem transbordava de alegria. Apresentava-se uma oportunidade onde havia ao mesmo tempo glória a conquistar e dinheiro a ganhar, e como primeiro encorajamento essa oportunidade acabava de aproximá-lo de uma mulher que adorava. O acaso fazia portanto por ele, quase desde o primeiro momento, mais do que se atreveria a pedir à Providência.   
   O Sr. de Tréville estava no seu salão com a sua habitual corte de gentis-homens. D’Artagnan, conhecido como familiar da casa, foi direito ao gabinete do Sr. de Tréville e mandou avisar que o esperava para tratar de um assunto importante.   
   D’Artagnan encontrava-se no gabinete havia apenas cinco minutos quando
   o Sr. de Tréville entrou. À primeira vista e perante a satisfação que transparecia do rosto de D’Artagnan, o digno capitão compreendeu que se passava efetivamente algo de novo.   
   Durante todo o caminho, D’Artagnan perguntava a si próprio se confiaria ao Sr. de Tréville ou se limitaria a pedir-lhe carta branca para tratar de um assunto secreto. Mas o Sr. de Tréville fora sempre tão correto com ele,

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