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beijou a mão da mulher e saiu rapidamente.
    - Pronto - disse a Sra Bonacieux depois do marido fechar a porta da rua e ficar só -, não me faltava mais nada que este imbecil ser cardinalista! E eu que disse à rainha, eu que prometi à minha pobre ama... Ah, meu Deus, meu Deus, vai achar que sou uma dessas miseráveis que fervilham no palácio e que colocam junto dela para espiar! Ah, Sr. Bonacieux, nunca o amei muito, mas agora é bem   
   pior: odeio-o! E palavra de honra que me pagará por isso!   
   No momento em que proferia estas palavras uma pancada no teto a fez levantar a cabeça, e uma voz que chegou até si através do sobrado gritou-lhe:   
   - Querida Sra Bonacieux, abra-me a portinha do passadiço que vou descer para ir vê-la!   

   O AMANTE E O MARIDO   

    - Ah, senhora - disse D’Artagnan entrando pela porta que a jovem lhe abria -, permita-me que lhe diga que tem um triste marido!    - Ouviu a nossa conversa? - perguntou vivamente a Sra Bonacieux, fitando D’Artagnan com inquietação.    -Do início ao fim.    - Mas como, meu Deus?    - Por um processo meu conhecido e pelo qual ouvi também a conversa mais animada que teve com os guardas do cardeal.    - E que compreendeu do que dissemos?    - Mil coisas: primeiro, que seu marido é ingênuo e estúpido, felizmente... Depois, que estava embaraçada, o que muito me agradou, por me dar oportunidade de me pôr às suas ordens, e Deus bem sabe que estou pronto a lançar-me ao fogo por você. Finalmente que faça por ela uma viagem a Londres. Como possuo pelo menos duas das três qualidades necessárias, aqui estou.   
   A Sra Bonacieux não respondeu, mas o coração palpitou-lhe de alegria e uma secreta esperança brilhou-lhe nos olhos. - E que garantia me dará se

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