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   -Então, dê-me um penhor da sua indulgência, um objeto que lhe pertença e que me recorde que não sonhei, qualquer coisa que tenha usado e que eu possa usar por minha vez, um anel, um colar, um cordão.   
   - E partirá, partirá se der o que me pede?   
   -Sim.   
    - Imediatamente?    - Imediatamente.    - Deixará a França e regressará a Inglaterra?    - Sim, juro!    - Espere então, espere.   
   E Ana de Áustria reentrou nos seus aposentos e saiu quase imediatamente trazendo na mão um cofrezinho de pau-rosa com o seu monograma, todo incrustado de ouro.   
   -Tome, milorde-duque, tome, guarde isto como recordação minha. Buckingham pegou o cofre e caiu segunda vez de joelhos.   
    - Prometeu-me partir - disse a rainha.    - E mantenho a minha palavra. A sua mão, a sua mão, senhora, e parto.   
   Ana de Áustria estendeu-lhe a mão, fechou os olhos e apoiou-se com a outra em Estefânia, pois sentia que as forças iam lhe faltar.   
   Buckingham colou com paixão os lábios àquela bela mão e depois disse, levantando-se:   
   - Dentro de seis meses, se não estiver morto, voltarei a vê-la, senhora, nem que tenha de revolver o mundo para isso.   
   E fiel à promessa que fizeram correu para fora da sala. No corredor encontrou a Sra Bonacieux, que o esperava, e que com as mesmas precauções e a mesma felicidade o fez sair do Louvre.   

   O SR. BONACIEUX   

   Havia no meio disto, como oportunamente se viu, uma personagem com a qual, apesar da sua precária situação, ninguém pareceu preocupar-se senão muito superficialmente; essa personagem era o Sr. Bonacieux, respeitável mártir das intrigas políticas e amorosas que se entrelaçavam tão bem umas

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