Índice   [800x750]    Sobre


qualquer explicação acerca do incômodo que lhes causara, disse-lhes que concluíra sozinho o caso para o qual julgara necessitar do seu auxílio.   
   E agora, levados pela nossa narrativa, deixemos os nossos três amigos voltarem para suas casas e sigamos no labirinto do Louvre o duque de Buckingham e a sua guia.   

   GEORGES VILLIERS, DUQUE DE BUCKINGHAM   

   A Sra Bonacieux e o duque entraram no Louvre sem dificuldade. A Sra Bonacieux era conhecida por estar ao serviço da rainha, o duque envergava o uniforme dos mosqueteiros do Sr. de Tréville, que, como dissemos, estava de guarda naquela noite. Aliás, Germain era dedicado à rainha, e se acontecesse alguma coisa a Sra Bonacieux seria acusada de ter introduzido o amante no Louvre e mais nada. A jovem tomaria sobre si o crime, a sua reputação estaria perdida, é certo, mas que valor tinha na sociedade a reputação de uma modesta retroseira?   
   Uma vez dentro do pátio, o duque e a jovem seguiram junto à parede durante cerca de vinte e cinco passos. Percorrido esse espaço, a Sra Bonacieux empurrou uma portinha de serviço, aberta de dia, mas habitualmente fechada de noite. A porta cedeu, ambos entraram e se encontraram na obscuridade, mas a Sra Bonacieux conhecia todos os cantos e recantos daquela parte do Louvre, destinada às pessoas do serviço real. A jovem fechou a porta atrás de si, pegou na mão do duque, deu alguns passos tacteando, agarrou um corrimão, tocou com um pé num degrau e começou a subir uma escada. O duque contou dois andares. Então a Sra Bonacieux virou à direita, seguiu por um comprido corredor, desceu um andar, deu mais alguns passos, meteu uma chave numa fechadura, abriu uma porta e empurrou o duque para uma sala iluminada apenas por uma lamparina, dizendo:   
   - Fique aqui, milorde-duque, e espere. Depois saiu pela mesma porta, que fechou à chave, de forma que o duque se encontrou literalmente

Capítulo disponível em: Inglês Francês Espanhol Italiano Romeno Para Diante